A Cultura tem um ministério específico em Portugal. Este facto é indicador de duas realidades. Por um lado, a importância que o Governo atribui à área; e por outro a necessidade de tutelar a mesma. Sempre que um setor da sociedade necessita de tutela governamental significa regulação e tomada da dianteira para que o setor cresça e se estruture. Mas será mesmo necessário contar com a tutela governamental para que entidades privadas, sejam empresas ou organizações da sociedade civil, assumam uma nova missão social? A resposta é, “não”. A nova missão chama-se responsabilidade cultural.
Ao longo de 25 anos de história, a Antarte assumiu a responsabilidade social e a responsabilidade ambiental como pilares da sua missão. De igual modo, já tinha assumido um papel de responsabilidade cultural como membro fundador da Fundação de Serralves. Mas uma marca 100 portuguesa e com orgulho na sua portugalidade, teve a ambição de deixar um legado cultural de relevo para o país e a Europa. O Antarte Museum é um feito ímpar na Cultura nacional. Foi financiado na totalidade pela Antarte, num investimento de 1,4 milhões de euros e não se limita a mostrar a história da marca.
O conceito do Antarte Museum resume-se na assinatura deste espaço: “Um encontro com a história da Marcenaria e da Antarte.“ Inaugurado pelo Nobel da Paz e presidente da República de Timor-Leste, José Ramos-Horta e pelo primeiro Prémio Pritzker português, o arquiteto Álvaro Siza Vieira, o espaço resulta do sonho do fundador da Antarte em prestar um tributo ao core business a que dedicou a maior parte da carreira profissional.
Foi uma década a colecionar peças que resultou num espólio de mais de 1000 ferramentas e máquinas, algumas com três séculos. O trabalho de investigação ao longo de vários anos, deparou-se com a escassez de dados sobre um ofício pouco documentado apesar de estar profundamente ligado ao progresso de civilizações e povos, desde o Antigo Egito até ao século XX. E assim nasceu o primeiro museu na Europa dedicado à Marcenaria onde o visitante dispõe de conteúdos em português e inglês.
A cereja no topo deste bolo é uma sala de experiência imersiva que documenta os momentos mais marcantes da história da Antarte, que já contou com projetos especiais com Siza Vieira para o Pavilhão do Vaticano na Bienal de Veneza de 2023, com Joana Vasconcelos e para personalidades como o Papa Bento XVI, o presidente da república Cavaco Silva, José Mourinho ou o selecionador Fernando Santos. “Deus quer, o Homem sonha, a obra nasce.” A frase de Fernando Pessoa nunca assentou tão bem à iniciativa privada portuguesa.
Informações sobre o Antarte Museum em https://antarte.pt/pt/antarte-museum.
Este artigo foi produzido pela Antarte.