Ucrânia: Trump e Putin comprometem-se a iniciar “de imediato” negociações sobre guerra

O Presidente norte-americano, Donald Trump, e o homólogo russo, Vladimir Putin, mantiveram hoje uma longa conversa telefónica em que, entre outros assuntos, discutiram a guerra na Ucrânia e se comprometeram a iniciar “de imediato” negociações sobre o assunto. “Acordámos trabalhar em conjunto, de forma muito próxima, inclusive visitando os países um do outro. Também concordámos…
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O Presidente norte-americano, Donald Trump, e o homólogo russo, Vladimir Putin, mantiveram uma longa conversa telefónica em que se comprometeram a iniciar “de imediato” negociações sobre a Ucrânia.
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O Presidente norte-americano, Donald Trump, e o homólogo russo, Vladimir Putin, mantiveram hoje uma longa conversa telefónica em que, entre outros assuntos, discutiram a guerra na Ucrânia e se comprometeram a iniciar “de imediato” negociações sobre o assunto.

“Acordámos trabalhar em conjunto, de forma muito próxima, inclusive visitando os países um do outro. Também concordámos que as nossas equipas iniciarão de imediato as negociações, e começaremos por telefonar ao Presidente (ucraniano, Volodymyr) Zelensky para o informar da conversa, o que farei agora mesmo”, declarou Trump.

O chefe de Estado norte-americano sempre defendeu que a invasão russa da Ucrânia não se teria iniciado se ele estivesse na Casa Branca e, inclusive, antes de regressar à Presidência dos Estados Unidos tinha assegurado ser capaz de pôr fim ao conflito com apenas uma chamada a Putin e a Zelensky.

“Queremos pôr fim aos milhões de mortos ligados à guerra entre a Rússia e a Ucrânia. O Presidente Putin utilizou mesmo o meu poderoso ‘slogan’ de campanha: “BOM SENSO”. Ambos acreditamos firmemente nele”, congratulou-se o Presidente norte-americano na mensagem que publicou na sua rede social, Social Truth.

“Falámos dos pontos fortes das nossas respetivas nações e do grande benefício que haverá um dia em trabalharmos juntos”, escreveu Donald Trump, relatando esta primeira troca de impressões com o Presidente russo desde que regressou ao poder para um segundo mandato presidencial (2025-2029), a 20 de janeiro.

Responsáveis da Casa Branca escusaram-se a clarificar se a Ucrânia será parte nas negociações dos Estados Unidos com a Rússia.

Por seu lado, o Kremlin anunciou que Putin disse hoje, na conversa telefónica com Trump, querer encontrar uma “solução de longo prazo” para o conflito ucraniano através de “conversações de paz”.

“O Presidente Putin mencionou a necessidade de atacar as causas profundas do conflito e concordou com Trump que uma solução a longo prazo poderá ser encontrada através de conversações de paz”, declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, à comunicação social.

Segundo o porta-voz, os dois chefes de Estado concordaram, durante a reunião de uma hora e meia, que “chegou o momento de todos os países trabalharem em conjunto”.

“O Presidente russo convidou Donald Trump a visitar Moscovo e disse estar pronto para receber responsáveis norte-americanos na Rússia”, incluindo como parte dos esforços para alcançar a paz com a Ucrânia, acrescentou Peskov.

“Putin e Trump também concordaram prosseguir os contactos pessoais, inclusive realizando reuniões presenciais”, disse.

O Presidente norte-americano Donald Trump revelou ainda que o encontro com o homólogo russo Vladimir Putin decorrerá na Arábia Saudita, pouco depois do telefonema entre ambos, onde concordaram em arrancar imediatamente com negociações para terminar com guerra na Ucrânia.

Trump disse aos jornalistas na Sala Oval que, embora vá manter contacto com Putin principalmente por telefone, planeiam encontrar-se pessoalmente, sendo que o primeiro encontro terá “provavelmente lugar na Arábia Saudita”, sem adiantar uma data.

O governante norte-americano enfatizou que ele e Putin conhecem o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman e que o seu reino “poderá, portanto, ser um ótimo lugar” para se encontrarem.

“Teremos uma primeira reunião e depois veremos o que podemos fazer a esse respeito”, acrescentou.

Além da Ucrânia, a conversa incidiu também sobre a situação no Médio Oriente, a questão nuclear iraniana e as relações russo-norte-americanas na esfera económica, acrescentou o porta-voz da presidência russa.

Por último, os dois líderes discutiram “questões relacionadas com a troca de cidadãos [presos] entre a Rússia e os Estados Unidos”.

Esta semana, Moscovo libertou Marc Fogel, um professor norte-americano que estava preso na Rússia desde 2021 por transportar canábis para fins medicinais.

Em troca, os Estados Unidos concordaram libertar o cidadão russo Alexander Vinnik, um especialista em informática acusado de vários crimes ligados à plataforma de troca de criptomoedas BTC-e, indicou uma autoridade norte-americana que solicitou o anonimato.

com Lusa

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