Wall Street à portuguesa

Lisboa, Praça do Comércio, 1973. Às oito horas da manhã, a fila para a entrada do rés-do-chão da torre oriental da Praça do Comércio em Lisboa é já comprida. Todos querem chegar às mesas dos corretores para ditar as ordens. Atrás das mesas, o senhor René anota as ordens num quadro de ardósia com a…
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Especulação, euforia, crises e casos e protagonistas. A história da Bolsa portuguesa dava um filme.
Economia

Lisboa, Praça do Comércio, 1973. Às oito horas da manhã, a fila para a entrada do rés-do-chão da torre oriental da Praça do Comércio em Lisboa é já comprida. Todos querem chegar às mesas dos corretores para ditar as ordens. Atrás das mesas, o senhor René anota as ordens num quadro de ardósia com a ajuda de um escadote. Cá fora, nas arcadas entre a Bolsa e o café-restaurante “Martinho da Arcada”, filas de carrinhas carregadas de títulos faziam uma espécie de mercado secundário. “Era fascinante, uma loucura”, exclama Pedro Caldeira, depois de descrever o cenário que encontrou no primeiro dia que foi à Bolsa de Lisboa e que o convenceu a deixar o curso de Engenharia no Instituto Superior Técnico para enveredar na corretagem. “Percebi imediatamente que era ali que queria trabalhar. Era aquilo que queria fazer”, diz o ex-corretor à FORBES.

Apesar dos indícios que apontam para uma antiguidade superior a sete séculos, é na década de 1970 que o mercado de capitais português começa a ganhar popularidade. “Até então, só uma população muito restrita participava nos mercados, como os empresários, banqueiros, alguns profissionais liberais e herdeiros afortunados, e essencialmente residentes nas cidades de Lisboa e Porto”, diz Joaquim Rodrigues da Costa, co-autor do “The Lisbon Stock Exchange in the Twentieth Century. Pedro Caldeira explica que no início daquela década “vivia-se a Primavera Marcelista.

Havia a sensação que algo ia mudar”. Quando iniciou o “estágio” com Abílio Sousa, um dos maiores corretores da praça, estavam cotadas 86 empresas, o maior número de sempre (até então) e as valorizações expressivas atraíam investidores.

“A maioria das pessoas não sabia o que estava a fazer e o risco que corria. Queriam era entrar para ganhar como o vizinho ou o conhecido”,

explica o ex-corretor, adiantando que a maioria das cotadas tinha os negócios nas colónias e além de não haver informação também não havia quem a soubesse interpretar. “Era pura especulação”, diz. Em Abril de 1974, a euforia é travada pela revolução. A Bolsa já não abre no dia 24 e muitos empresários e banqueiros fogem do país. Abílio Sousa foi um deles.

A revolta estava associada ao comunismo e existia entre os homens de negócios um grande receio de ir parar à prisão. Não foi o caso de Pedro Caldeira. “Talvez devido à juventude, não ligava muito à política e os receios que existiam passavam-me ao lado”, refere. Mas, para os investidores, a liberdade implicou um crash de 81% e três anos de encerramento. Para muitos foi o fim de um ciclo, para Pedro Caldeira era o início de uma ascensão que o colocaria na história da Bolsa nacional.

À boleia da Europa

O título do primeiro single editado pela banda GNR em 1981 – “Portugal na CEE” – é característico da época que se vivia nos primeiros anos da década de 1980. O fim da ditadura abria novos horizontes ao país e o pedido de adesão à Comunidade Económica Europeia (CEE) dá início a uma fase de prosperidade económica com reflexo no mercado de capitais português.

Apesar de composto por pouco mais de 20 empresas cotadas no início da década, o mercado contava já com alguns negócios interessantes. Um deles era a Caima, hoje na esfera da Altri, holding liderada por Paulo Fernandes, também detentor do grupo de media Cofina. Numa altura em que ainda se sentia o forte condicionalismo industrial do Estado, a empresa de pasta de papel era uma das mais cobiçadas pelos investidores.

Para ter uma ideia, a Caima foi para a Bolsa em 1983 a 6500 escudos (32,5 euros) por acção e em 1987, no auge da euforia, chegou a cotar nos 380 mil escudos (1900 euros), uma pequena fortuna à época. Mas a Caima não era a única.

Na década de 1980 companhias como a Marconi, a Efacec, a Estoril-Sol e a Lisnave, eram apetecíveis para os investidores, em particular para os estrangeiros, que começavam a olhar para Portugal como um mercado emergente. Com a adesão à CEE à vista, Portugal estava no radar dos estrangeiros mais excêntricos.

“Toda a gente me perguntava como é que se podia investir em Portugal”, diz o ex-corretor, que já nessa altura tinha como clientes grandes bancos de investimento como o Baring Brothers, Chase Investment, Solomon Brothers e o First Boston, e vários magnatas à procura de bons negócios em Lisboa. Chegou a ser corretor de George Soros e de Robert Maxwell, um milionário checo do sector dos media no Reino Unido, e mais tarde do discípulo de Soros, o alemão Jorge Schnuts, que ficaria conhecido pelo “Mister 10%”, por querer ter um décimo do capital disperso em Bolsa de todas as empresas cotadas.

O interesse era de tal ordem que, em 1985, Pedro Caldeira afirma ao jornal Expresso que “caso os portugueses não comecem a investir, os estrangeiros ficam com tudo”. E é nesse ano que entra em campo o primeiro protagonista do mercado de capitais nacional oriundo da esfera política.

O gato e a lebre das OPV em barda

Quando Cavaco Silva é eleito primeiro-ministro, em 1985, já a Bolsa vai no terceiro ano consecutivo de valorização de dois dígitos e a concretização da adesão de Portugal à CEE leva a Bolsa nacional a registar a maior valorização anual de sempre: 151,6%. À semelhança do sucedido no início da década de 1970, o optimismo reinava, mas desta vez alimentado pelo investimento estrangeiro e pelo potencial de crescimento que a adesão daria às empresas nacionais, e Cavaco Silva estava determinado a fomentar a economia. Com Miguel Cadilhe, ministro das Finanças, definem um plano de reprivatizações com o objectivo de devolver as empresas nacionalizadas após a revolução de 1974 ao sector privado, e criam um conjunto de incentivos à dispersão de capital em Bolsa.

As reprivatizações só começam em 1989, com Unicer, Indústria Cervejeira, o Banco Totta & Açores (BTA) e a Tranquilidade, mas o pacote de estímulos lançado em Março de 1987, que incluía, entre outros, benefícios e a redução em 40% das taxas de contribuição industrial, veio ajudar ainda mais para a euforia que se vivia, o que levou o primeiro-ministro a tentar deitar água na fervura. Em directo na RTP, Cavaco Silva afirma que “anda a vender-se gato por lebre na Bolsa”, uma declaração que acabou por provocar o pânico, acentuado alguns dias depois pela “segunda-feira negra” nos EUA. Nos jornais falava-se em “susto pedagógico” e os investidores retraíam-se. Porém, o mesmo não se passou com os empresários.

Apesar do período menos bom para as cotações entre 1985 e 1990, o número de Ofertas Públicas de Venda (OPV) disparou e a quantidade de empresas cotadas aumentou de 20 para 144, o maior número de sempre. É nesta fase que a banca começa a ganhar peso nas operações de Bolsa, com tomadas firmes nas operações. “Apesar do momento menos bom, era possível fazer OPV bastante lucrativas”, diz Pedro Caldeira, sublinhando que “foi nesta época que muitos dos empresários que conhecemos hoje fizeram fortuna”. Um dos mais activos era Belmiro de Azevedo, que desde cedo percebera a importância do mercado de capitais como instrumento para financiar a expansão dos seus negócios, mesmo no passado mais recente. “Costumo dizer que Belmiro de Azevedo foi o melhor analista da Bolsa portuguesa. Tinha uma visão enorme. Os timings dele para comprar ou vender eram incríveis”, diz Ulisses Pereira, analista da Dif Brokers.

A era do capitalismo popular

A Sonae e a Novopan, uma empresa do grupo de Belmiro de Azevedo, tinham chegado à Bolsa de Valores do Porto em 1984, e em 1985 foi a vez da Orbitur. Com estas três operações, Belmiro de Azevedo manifesta a surpresa com o rápido desenvolvimento do mercado de capitais e na sua importância para o grupo, cujo relatório de contas de 1986 quantifica: com estas três operações, tinham entrado 3,1 milhões de contos nos cofres da empresa.

O engenheiro chegou a tentar cotar a Sonae na Bolsa de Londres, montando inclusive uma campanha de comunicação no Financial Times, no The Economist e no L’Express, mas não teve sucesso. Ainda assim, no final de 1988, em pleno bear-market, o grupo chegou a ter 15 empresas cotadas na praça nacional, sete delas provocaram uma tempestade política e foram consideradas um fracasso, acabando a maioria dos títulos por ficar na posse do Banco Português do Atlântico (BPA), o tomador firme das operações da Sonae.

As OPV eram um bom negócio para os bancos. Só com cinco operações do grupo de Belmiro de Azevedo, o BPA movimentou 30 milhões de contos (150 milhões de euros) valor que terá rendido cerca de 1 milhão de contos (5 milhões de euros), quantias estratosféricas para a época. Mas, neste jogo da Bolsa, não foi só a Sonae que aproveitou para se capitalizar. O grupo hoje denominado Dom Pedro Hotels, da família Saviotti, o grupo Pestana e o empresário da construção civil João Vaz Guedes foram apenas alguns que aproveitaram a onda.

Depois da euforia com a adesão à CEE, Portugal rumou ao Euro. O país recebia avultados fundos comunitários para ajudar no processo de convergência, as privatizações iriam continuar e assistia-se a uma luta intensa na consolidação da banca, tudo misturado com a primeira revolução tecnológica que daria no ano 2000 um crash bolsista à boa maneira dos tempos modernos. “Foi uma época em que as pessoas tinham dinheiro e a economia estava forte. Quando assim é, a Bolsa torna-se atraente”, exclama Ulisses Pereira, sublinhando que o valor do principal índice, o PSI-20, quadruplicou de valor.

Boa parte dessa dinâmica deveu-se ao início das privatizações de empresas como a Cimpor, Portugal Telecom (PT) e a EdP – Energias de Portugal (EDP). Para o analista, “a explosão do capitalismo popular dá-se com a privatização da EDP, em 1997”. Para se ter uma ideia, 700 mil portugueses compraram acções da eléctrica e, no primeiro dia de negociação, a cotação das acções da empresa aumentou 30%. “Havia muitos incentivos à participação nas privatizações”, diz Octávio Viana, Presidente da Associação de Investidores e Analistas Técnicos, referindo-se aos descontos para pequenos accionistas, ao lockup – período em que as acções não podiam ser vendidas, o que diminuía a especulação, e aos incentivos que eram dados aos bancos para “colocar” as acções. “Além disso, eram empresas sólidas, incumbentes e monopolistas e a presença do Estado dava segurança”, adianta.

Euforia tecnológica

A década de 1990 fica também marcada pela ascensão do poder da banca na economia nacional e Jardim Gonçalves, na liderança do Banco Comercial Português (BCP) desde a sua fundação, seria uma peça fundamental na criação do maior banco privado nacional e na consolidação do sector. Com as privatizações, a estratégia das participações cruzadas intensificou-se e passou a ser normal os bancos terem posições no capital das empresas cotadas. A ideia até não era má, mas acabou por servir sobretudo para lutas de poder.

O caso da Cimpor, onde o BCP e a construtora Teixeira Duarte trabalharam em conjunto para controlar a cimenteira e, mais tarde, do papel do Banco Espírito Santo na Portugal Telecom, são dois exemplos de como os interesses dos grandes accionistas podem levar as empresas para maus caminhos.

No ano seguinte à primeira fase da privatização da EDP, a crise asiática assusta os investidores. “Acho que foi aí que quem nunca tinha tido acções aprendeu que se podia perder dinheiro na Bolsa rapidamente”, diz Ulisses Pereira, referindo-se à geração do capitalismo popular. Mas a memória é curta. Com o advento da Internet e dos negócios à volta dela, gera-se rapidamente uma nova euforia. Em 1999 chegam à Bolsa empresas de cariz tecnológico como a PT Multimédia, a Novabase e a Pararede, cujos títulos atingem valorizações de três dígitos em menos de um ano. Os títulos da Pararede, por exemplo, são vendidos na OPV a 1,85 euros e em Fevereiro de 2000 valiam 8,8 euros – uma valorização de 375%!

Era mais uma “onda” com fundamentos diferentes, mas com euforia semelhante à vivida na segunda metade da década de 1980, e que deixaria igualmente marcas.

Com o rebentar da bolha das dotcom, em Março de 2000, a euforia deu lugar à ressaca. A maior foi do Central Banco de Investimento (CBI), que foi vítima do primeiro bailout do século. O banco tinha sido tomador na OPV da Pararede e ficou com muitas acções da empresa, o que pressionou o balanço da instituição que teve de ser intervencionado pela Caixa Central de Crédito Agrícola Mútuo.

Hoje, a Pararede chama-se Glintt, comercializa terminais de pagamento multibanco e software de gestão para farmácias, e os seus títulos valem cerca de 0,25 euros. A PT Multimédia acabou por sair do universo do Grupo PT e fundiu-se com a Optimus, o operador de telecomunicações da Sonae, dando lugar à Zon Multimédia e, posteriormente, à NOS. Já a Novabase continua no principal índice nacional e tem seguido uma generosa política de remuneração dos accionistas através de dividendos, mas, devido à queda do valor das acções, apresenta um balanço negativo para quem investiu na tecnológica em plena euforia das dotcom.

Erros grosseiros

Com a adesão de Portugal à moeda única, o início do século tinha condições para correr bem à Bolsa portuguesa, mas foram várias as contingências que o impediram. Começou com a instabilidade política gerada pela saída do primeiro-ministro Durão Barroso para a Comissão Europeia e a dissolução do parlamento pelo então Presidente da República Jorge Sampaio. Os mercados não gostam de instabilidade política, nem de economias anémicas.

“O desempenho negativo da Bolsa desde 2000 deve-se ao fraco crescimento económico e às duas grandes crises”, diz à FORBES o economista Paulo Monteiro.

E depois, a crise financeira de 2008 pôs a nu as fragilidades da economia portuguesa. “Na banca nacional, os efeitos da crise financeira foram catastróficos”, salienta Paulo Monteiro, sublinhando os vários aumentos de capital realizados pelos bancos e os danos colaterais nos sectores não financeiros. Só desde o início do século, os bancos nacionais terão angariado mais de 35 mil milhões de euros em capital e mesmo assim não foi suficiente. Contudo, o séc. XXI fica também marcado pela ingerência política na gestão de algumas empresas cotadas.

“A Cimpor desapareceu e o que se vê hoje na Pharol são os ossos da PT”, exclama Ulisses Pereira.

Só estas duas empresas foram responsáveis pela erosão de quase 20 mil milhões de euros de capitalização da praça nacional, e é consensual entre os agentes do mercado que o desfecho das duas teve influência política.

Já fora da esfera política, o caso da PT é também um exemplo da permissividade da equipa de gestão, liderada por Henrique Granadeiro e Zeinal Bava, aos interesses dos dois grandes accionistas, Banco Espírito Santo e Ongoing, que defendendo uma estratégia agressiva de distribuição de dividendos levaram à descapitalização da empresa. Paulo Monteiro faz a ponte entre este caso e a mais recente privatização: os CTT. “Ao distribuir mais lucros do que os gerados, a empresa está a descapitalizar-se”, explica o economista.

Com a área da banca a tardar em gerar resultados e a dificuldade da gestão em lidar com a concorrência dos meios electrónicos, a ideia de empresa sólida com negócio conservador vendida aos investidores na OPV está a cair por terra: em 2017, os lucros dos CTT deverão rondar os 30 milhões de euros, menos de metade dos registados em 2016.
O aviso da queda dos lucros levou à correcção do preço das acções que cotam agora mais de 20% abaixo do preço da OPV. O administrador financeiro da empresa, André Gorjão Costa, saiu e a administração liderada por Francisco Lacerda, que entre 2010 e 2012 comandava os destinos da Cimpor, pôs em curso uma reestruturação agressiva da empresa.

Chegou a ser avançado que os CTT poderiam no futuro delegar a gestão do negócio da correspondência, uma hipótese que Ulisses Pereira considera “ridícula”, no sentido em que vem defraudar os investidores. No entanto, para Octávio Viana, “não seria de admirar que assim que a área ganhe massa crítica, os CTT façam o spin-off da área da correspondência”. No entanto, o responsável da ATM sublinha que “há uma questão política, pois os CTT ainda são estratégicos para o país”.

A confiança vai regressar

De acordo com as conclusões apuradas no “The Lisbon Stock Exchange in the Twentieth Century”, entre 1900 e 2015, o mercado accionista nacional valorizou a um ritmo anual de 11%, mas, como espelha a história, com um prémio de risco superior ao da generalidade das economias desenvolvidas. “Embora os resultados por nós obtidos não sejam extrapoláveis para o futuro, pensamos que eles ilustram algumas conclusões interessantes, principalmente para investidores de um país sem tradição financeira”, diz José Rodrigues da Costa.

Uma delas é que, no longo prazo, as acções são mais rentáveis que os títulos de dívida e os depósitos bancários, e que o risco de perda diminui à medida que o prazo aumenta, algo normal no universo dos activos de risco. Mas será esta conclusão razão suficiente para que o leitor vá a correr comprar acções? A não ser que tenha um horizonte temporal de cem anos, a resposta é não. “É demasiado simplista afirmar que um investimento em acções é sempre rentável a longo prazo”, explica Ulisses Pereira. “Veja-se por exemplo quem tenha comprado acções do BCP no ano 2000. Quanto tempo vai demorar a recuperar a perda de 95% acumulada desde então?”, questiona. “Se calhar, nem cem anos”, responde.

Nos últimos 15 ou 20 anos, prazos considerados aceitáveis para investir em acções, o principal índice da Bolsa nacional perdeu quase dois terços do seu valor.

José Rodrigues da Costa caracteriza as últimas décadas como “uma fase menos boa”. “Temos tido em Portugal, há uns anos para cá, um ambiente político e social muito pouco amigo do mercado de capitais e, como tal, os emitentes e os investidores ajustam-se a essas más condições”, explica. No entanto, uma das conclusões a que o professor, em conjunto com os colegas, chegou no estudo que fizeram é que “os investidores voltam sempre ao mercado e a nossa convulsão após 1974 é disso um exemplo paradigmático”, afirma.

Desde a década de 1970, a Bolsa portuguesa mudou muito. Hoje há mais e melhor regulação, há mais instrumentos financeiros e mais informação para os investidores, mas o passado diz que a Bolsa e as acções não são para todos. Haverá sempre casos de má gestão e aproveitamento de ondas de euforia, com prejuízos para os pequenos e menos informados investidores. O potencial de ganho estará sempre tão presente como o risco de perda e o passado da Bolsa nacional deve ser visto como uma lição para as decisões de investimento futuras. Como disse um dia Mark Twain, “a história não se repete, mas rima”.

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