Galp conclui venda de participação no gás natural em Moçambique

A Galp concluiu a venda da participação de 10% na Área 4 em Moçambique por 881 milhões de dólares (cerca de 816 milhões de euros) à XRG, uma subsidiária integral da Abu Dhabi National Oil Company (ADNOC). Em comunicado enviado à Comissão do Mercados de Valores Mobiliários (CMVM), a Galp informa que o montante recebido…
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A Galp vendeu a participação no gás natural de Moçambique por 881 milhões de dólares. E alerta que pode haver pagamentos contingentes adicionais de 100 milhões de dólares e 400 milhões de dólares.
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A Galp concluiu a venda da participação de 10% na Área 4 em Moçambique por 881 milhões de dólares (cerca de 816 milhões de euros) à XRG, uma subsidiária integral da Abu Dhabi National Oil Company (ADNOC).

Em comunicado enviado à Comissão do Mercados de Valores Mobiliários (CMVM), a Galp informa que o montante recebido de 881 milhões de dólares “inclui o valor patrimonial das ações, o reembolso de suprimentos das ações e investimentos acumulados realizados desde a data de referência da transação de 31 de dezembro de 2023”.

A petrolífera portuguesa adianta que pode haver lugar a “pagamentos contingentes adicionais de 100 milhões de dólares e 400 milhões de dólares” após a conclusão da transação, sujeitos à decisão final de investimento da Coral North e Rovuma LNG, respetivamente.

Em comunicado à CMVM, em 22 de maio de 2024, a Galp anunciou que ia alienar a sua participação de 10% na Área 4 Moçambique, e previa que a operação estivesse concluída até ao final do ano passado, dando seguimento à estratégia “disciplinada” de investimento.

“A Área 4 inclui o Coral Sul FLNG [sigla em inglês que identifica a plataforma flutuante], a operar desde 2022, bem como os desenvolvimentos ‘onshore’ nos prospetivos Coral Norte FLNG e Rovuma LNG, ambos com previsão de aprovação em 2024/2025”, referia então o documento.

A empresa estimava então receber 650 milhões de dólares (cerca de 599 milhões de euros) pelas suas ações e empréstimos de acionistas, já líquidos de impostos sobre os ganhos de capital.

O acordo previa já “pagamentos contingentes adicionais de 100 milhões de dólares (92 milhões de euros) e 400 milhões de dólares (369 milhões de euros) com a decisão final de investimento do Coral North e do Rovuma LNG, respetivamente”.

A Área 4 é operada pela Mozambique Rovuma Venture (MRV), uma ‘joint venture’ em copropriedade da ExxonMobil, Eni e CNPC (China), que detém 70% de interesse participativo no contrato de concessão.

A Galp, Kogas (Coreia do Sul) e a ENH – Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (Moçambique) detêm cada uma participação de 10%.

Lusa

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