[atualizado às 12h, com declarações de líderes políticos presentes nas cerimónias de evocação do Holocausto]
A 27 de janeiro assinala-se, anualmente, o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. Este dia foi implementado através da Resolução 60/7 da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), a 1 de novembro de 2005.
O propósito deste dia é não esquecer o genocídio em massa de milhões de pessoas, entre os quais seis milhões de judeus pelos Nazis e respetivos colaboracionistas.
Em concreto, em Auschwitz, estima-se que 1,1 milhões de pessoas tenham perdido a vida neste campo de concentração e extermínio, a maioria das quais judeus.
No total, calcula-se que cerca de seis milhões de judeus foram mortos durante a II Guerra Mundial pelos nazis.
O tema em 2025 é “A memória do Holocausto e a educação para a dignidade e os direitos humanos”.
O Parlamento Europeu (PE) realiza uma sessão plenária extraordinária em Bruxelas, para assinalar o dia internacional da memória das vítimas do Holocausto (27 de janeiro) e o 80º aniversário da libertação de Auschwitz, em território polaco.
A Presidente do PE, Roberta Metsola, vai abrir a cerimónia solene, seguida da intervenção de Corrie Herman, que contará a história do seu pai, o violoncelista e compositor húngaro Pál Hermann, assassinado pelos nazis em 1944 (quarta-feira, às 11h00 de Lisboa).
Cerca de 60 líderes mundiais participam hoje nos eventos que assinalam o 80.º aniversário da libertação de Auschwitz-Birkenau.
Os eurodeputados observarão um minuto de silêncio e a cerimónia terminará com a interpretação de “Kaddish”, de Maurice Ravel. O “Kaddish” é um hino que é recitado durante os serviços de oração judaicos. O termo Kaddish é frequentemente usado para se referir especificamente ao “Kaddish do Enlutado”, que é cantado como parte dos rituais de luto no judaísmo em todos os serviços de oração, bem como em funerais e memoriais.
Líderes europeus pedem que a memória do Holocausto não desapareça
Líderes europeus estão a assinalar hoje os 80 anos da libertação do campo de concentração e extermínio de Auschwitz-Birkenau, construído pelos nazis durante a II Guerra Mundial na Polónia, e apelaram para que a memória do Holocausto não desapareça.
O chanceler alemão, Olaf Scholz, manifestou hoje a sua solidariedade com as vítimas dos campos de concentração e de extermínio da Alemanha nazi.
“Filhos, filhas, mães, pais, amigos, vizinhos, avós: mais de um milhão de indivíduos com esperanças e sonhos foram assassinados por alemães em campos de extermínio. Lamentamos as suas mortes. E expressamos as nossas mais profundas condolências”, escreveu Scholz na rede social X.
“Nunca os esqueceremos, nem hoje, nem amanhã”, disse o primeiro-ministro alemão, referindo-se às vítimas dos campos de concentração e de extermínio nazis durante a II Guerra Mundial.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, cujo país luta contra a invasão russa há três anos, apelou hoje ao mundo que “impeça que o mal vença”.
“A memória do Holocausto está gradualmente a desaparecer. Não devemos permitir o seu esquecimento”, disse Zelensky, ele próprio de origem judaica.
“A missão de todos é fazer tudo o que for possível para impedir que o mal vença”, acrescentou, numa clara referência à Rússia.
O Presidente francês, Emmanuel Macron, prometeu hoje que o seu país “não cederá perante o antissemitismo em todas as suas formas”.
“O universalismo da França é alimentado por estas lutas (…)”, escreveu no livro de visitas do Memorial da Shoah, na manhã de hoje, em Paris.
O Presidente da Polónia, Andrzej Duda, disse que “os polacos são os guardiões da memória” das vítimas dos nazis nos campos de Auschwitz-Birkenau, que foi libertado pelo exército soviético há 80 anos.
com Lusa