Lei Jun, CEO da Xiaomi, é um dos co-fundadores da empresa de tecnologia listada na bolsa de Hong Kong e um dos seus maiores acionistas. A empresa fundada em 2010 ganhou espaço mundial no desenvolvimento de smarphones e é hoje uma das 75 companhias mais valiosas do mundo, com uma capitalização bolsista de cerca de 183 mil milhões de dólares (cerca de 169 mil milhões de euros).
Não é por isso de estranhar que o seu líder seja um dos homens mais ricos do mundo – e o quinto mais rico da China -, colocado hoje na 32º posição do ranking da Forbes Internacional, com uma fortuna avaliada em 45,1 mil milhões de dólares (cerca de 41,5 mil milhões de euros). Este valor representou um acréscimo de cerca de mil milhões de dólares face ao valor que o empresário detinha antes da apresentação dos resultados anuais da empresa, o que aconteceu ontem.

A marca chinesa, que está a apostar fortemente no segmento dos veículos elétricos, apresentou um recorde anual de receitas, que alcançaram os 46,44 mil milhões de euros em 2024. O seu volume de negócios cresceu assim 35% face ao ano anterior e os lucros ainda mais, com um acréscimo de 41%, alcançando os 3,45 mil milhões de euros. O último trimestre de 2024 viu as vendas alcançarem a marca dos 13,83 mil milhões de euros, um acréscimo de 48,8% e, no caso dos lucros, um crescimento de 69,4%.
No quarto trimestre de 2024, a quota de mercado da Xiaomi na China continental subiu 3 pontos percentuais face ao ano anterior, atingindo 15,8%
A empresa anunciou que todos os segmentos de negócios mostraram um crescimento acelerado, impulsionado pelo ecossistema inteligente “Human x Car x Home”. Esta abordagem tripartida, de smartphones, automóveis elétricos e eletrodomésticos inteligentes levou ao aumento das vendas dos três segmentos de negócio. As receitas dos smartphones aumentaram 21,8%, atingindo os 24,34 mil milhões de euros, enquanto as receitas dos veículos elétricos inteligentes e de outras iniciativas ascenderam a 4,16 mil milhões de euros. Em comunicado a empresa refere que a receita dos produtos de IoT e de Lifestyle aumentou 30% face ao ano anterior, para os 13,21 mil milhões de euros, com as remessas de aparelhos de ar condicionado, frigoríficos e máquinas de lavar a atingirem máximos históricos.
As apostas para 2025: mercado ultra premium
Para continuar a superar as expectativas do mercado, a empresa está a apostar fortemente no mercado ultra premium, com o lançamento do Xiaomi 15 Ultra, do Xiaomi SU7 Ultra e do Mijia Central Air Conditioner Pro. Quando lançou o Xiaomi 15 Ultra na China, as suas vendas cresceram cerca de 50% face às do modelo anterior, no mesmo período. No quarto trimestre de 2024, a quota de mercado da Xiaomi na China continental subiu 3 pontos percentuais face ao ano anterior, atingindo 15,8%. A nível global, as remessas de smartphones da marca cresceram 15,7% face ao ano transato, trazendo dinamismo ao mercado mundial, já que se posiciona entre as três primeiras a nível global com uma quota de mercado de 13,8%.
Todo este crescimento das receitas da marca foi suportado pelo contínuo investimento em investigação e desenvolvimento (I&D), que aumento 24% em 2024, atingindo os 3,06 mil milhões de euros.
Relativamente aos veículos elétricos, as encomendas do Xiaomi SU7 já ultrapassaram as 10 mil unidades, ultrapassando as metas iniciais da empresa. O primeiro veículo da marca teve um excelente arranque, no ano passado com a entrega de 136.854 veículos nos primeiros nove meses após o seu lançamento. As entregas aceleraram no quarto trimestre, atingindo 69.697 veículos e ultrapassando a meta de entrega anual antes do previsto. Este segmento atingiu uma receita de 4,16 mil milhões de euros.
Em fevereiro deste ano, a Xiaomi EV reforçou a sua aposta no segmento ultra premium com o lançamento do Xiaomi SU7 Ultra, um modelo que registou uma forte procura, com mais de 10 mil encomendas confirmadas nos primeiros três dias após o lançamento. A Xiaomi tem como objetivo a entrega de 350 mil veículos elétricos em 2025. No final do ano passado, a tecnológica inaugurou 200 centros de vendas de veículos elétricos inteligentes em 58 cidades da China continental.
Segmento de IoT e Lifestyle também cresce
O negócio dos produtos ligados à Internet of Things (IoT) e Lifestyle superou os valores anteriores fixando-se nos 13,21 mil milhões de euros, o que representou um crescimento de 30% face ao ano anterior.
As remessas de tablets da Xiaomi, segundo os dados da Canalys, aumentaram 73,1% em comparação com o ano anterior, mantendo a 5ª posição no ranking global e a 3ª posição na China continental. As vendas dos grandes eletrodomésticos inteligentes aumentaram 56,4% em 2024.
Todo este crescimento das receitas da marca foi suportado pelo contínuo investimento em investigação e desenvolvimento (I&D), que aumento 24% em 2024, atingindo os 3,06 mil milhões de euros. Esta área ocupa cerca de 21 mil colaboradores, que contribuem para a conquista das 42 mil patentes a nível mundial que a marca já acumula.