A felicidade organizacional surge como um ativo estratégico, sustentado por dados, com impacto direto na produtividade e na retenção de talento.
Felicidade organizacional: um conceito abrangente
A felicidade organizacional emerge como um conceito abrangente que engloba diversos fatores, incluindo o bem-estar dos colaboradores, a satisfação profissional e o engagement. Distintamente de termos mais específicos, a felicidade organizacional engloba uma visão holística do ambiente de trabalho, reconhecendo que a verdadeira realização profissional vai além de condições físicas ou benefícios isolados.
Felicidade organizacional: várias dimensões
A felicidade organizacional não se limita à ausência de fatores negativos ou à mera presença de condições favoráveis. Ela representa um estado em que os colaboradores experimentam um profundo sentido de propósito, realização e conexão com a missão da organização. Este conceito integra múltiplas dimensões:
- Bem-estar físico e mental: Condições de trabalho que promovem a saúde física e mental dos colaboradores.
- Engagement: Nível de envolvimento e compromisso dos colaboradores com as suas tarefas e objetivos organizacionais.
- Relações interpessoais: Qualidade das interações e do ambiente social dentro da organização.
- Desenvolvimento pessoal e profissional: Oportunidades de crescimento e aprendizagem contínua oferecidas pela organização.
Felicidade organizacional e bem-estar: interseções e distinções
Embora o bem-estar seja uma componente essencial da felicidade organizacional, este último conceito vai além, incorporando aspectos emocionais, psicológicos e relacionais que contribuem para uma experiência de trabalho verdadeiramente satisfatória. Estudos indicam que colaboradores felizes são mais produtivos, criativos e leais, reforçando a importância de uma abordagem integrada que contemple todas as dimensões da experiência profissional do colaborador.
Insights do estudo Happiness Works
O estudo Happiness Works (desde 2012) tem sido fundamental na identificação dos fatores que mais contribuem para a felicidade no ambiente de trabalho. Entre as principais conclusões destacam-se:
- Autonomia e Empowerment: Colaboradores que possuem autonomia e se sentem empoderados tendem a apresentar níveis mais elevados de felicidade.
- Reconhecimento e valorização: O reconhecimento pelo trabalho realizado e a valorização das contribuições individuais são cruciais para a felicidade organizacional.
- Equilíbrio trabalho-vida pessoal: Políticas que promovem um equilíbrio saudável entre responsabilidades profissionais e pessoais são essenciais para o bem-estar dos colaboradores.
A importância de uma abordagem holística
Adotar uma visão holística da felicidade organizacional permite que as empresas desenvolvam estratégias mais eficazes para promover um ambiente de trabalho positivo. Investir na felicidade dos colaboradores não é apenas uma questão de responsabilidade social, mas também uma estratégia inteligente que resulta em maior produtividade, retenção/fidelização de talentos e sucesso organizacional.
Em suma, a felicidade organizacional representa um constructo abrangente que integra múltiplos aspectos da experiência profissional, indo além do bem-estar e da satisfação isolados. Ao focar na felicidade dos colaboradores, as organizações criam ambientes mais saudáveis, produtivos e sustentáveis.
Do diagnóstico à ação: recomendações para CEO’s e diretores
- Medir para transformar…
- Formar lideranças empáticas…
- Valorizar a escuta ativa…
- Alinhar discurso e prática…
Conclusão
A felicidade organizacional não é um luxo, é uma estratégia…
Fonte: Dados do estudo Happiness Works 2024, Portugal. www.happinessworks.pt
Guilhermina Vaz Monteiro,
Co-fundadora do estudo Happiness Works