Transformações nas empresas podem levar ao abandono do emprego

A Emergn acabou de divulgar os resultados do estudo “Transformation Fatigue”, que revela sinais de desgaste dos trabalhadores perante transformações organizacionais frequentes. A pesquisa feita pela empresa de serviços digitais, abrangeu inquiridos que são líderes e gestores de empresas. Os destaques do estudo vão para o facto de, pelo menos, 50% dos trabalhadores pensam abandonar…
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O estudo “Transformation Fatigue” revela que 50% dos trabalhadores pensam abandonar o emprego, por estarem em burnout ou confessam sentir desânimo e resignação sempre que há uma mudança na empresa.
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A Emergn acabou de divulgar os resultados do estudo “Transformation Fatigue”, que revela sinais de desgaste dos trabalhadores perante transformações organizacionais frequentes. A pesquisa feita pela empresa de serviços digitais, abrangeu inquiridos que são líderes e gestores de empresas. Os destaques do estudo vão para o facto de, pelo menos, 50% dos trabalhadores pensam abandonar o emprego, por estarem em burnout ou confessam sentir desânimo e resignação sempre que uma mudança dessas é anunciada.

Um dos principais motivos revelados pelo “Transformation Fatigue” para este cenário é a liderança desconectada, que cria falhas de liderança, principalmente, na relação e preocupação com os trabalhadores que estão a ser chefiados. Além disso a comunicação deficiente e a falta de programas de aprendizagem eficazes são igualmente motivos que levam os funcionários a sentirem desanimo perante as transformações.

Apesar dos desafios identificados, 70% dos trabalhadores inquiridos no estudo reconhecem a importância das transformações bem-sucedidas para manter a competitividade no mercado. Citado em comunicado, o CEO da Emergn, Alex Adamopoulos, explica que “muitas organizações reconhecem que as transformações, quando bem executadas, são cruciais para se manterem competitivas. No entanto, as iniciativas de transformação precisam de impulso, clareza na mensagem e programas de aprendizagem que mantenham os colaboradores focados em valor e nos resultados. Os líderes têm de conseguir provar porque as empresas devem dar o próximo passo”.

Quais os sectores mais afetados ?

O estudo revela ainda que a fadiga das transformações é mais pronunciada em setores como o público e o governamental com os números a serem superiores aos da generalidade. Cerca de 65% dos inquiridos destas áreas revelaram que pensam em deixar os seus empregos devido às mudanças frequentes e 45% afirma que as mesmas aumentaram a sua carga de trabalho. Na área do vendas e marketing as transformações concluídas são abaixo de 15% segundo o estudo da Emergn.

A empresa detalha que a pesquisa abrangeu 702 entrevistados no Reino Unido e nos Estados Unidos, incluindo CEOs, CTOs, COOs, gestores de projeto, consultores de transformação e gestores departamentais, em empresas com mais de mil funcionários e uma média de faturação anual superior a 500 milhões de dólares.

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